Ter um periódico bem avaliado internamente, com equipe comprometida, pareceristas ativos e artigos de qualidade, é o objetivo de toda revista científica.
Mas, mesmo com todos esses atributos, é comum observar periódicos com boa avaliação interna que ainda são recusados por grandes bases indexadores, como SciELO, Scopus e Web of Science. Isso não acontece por falta de mérito científico, mas sim por erros técnicos sutis que comprometem a avaliação editorial.
Nesse artigo, nós mostramos por que isso acontece, quais aspectos merecem atenção redobrada do seu time, e como aumentar as chances do seu periódico ser aprovado em bases indexadores nacionais e internacionais.
Avaliação dos indexadores: além do conteúdo científico
Quando um periódico submete uma solicitação de indexação, ele passa a ser avaliado em diversas frentes. E nem sempre os aspectos analisados estão relacionados à qualidade dos artigos publicados.
Afinal, bases indexadoras, como SciELO, Scopus e LILACS, avaliam uma série de critérios que vão desde a conformidade técnica, a regularidade e a acessibilidade digital até aspectos como o formato dos metadados e a composição do corpo editorial.
Por isso, é possível que um periódico considerado de excelência pela própria equipe interna seja recusado por falhas em critérios que frequentemente passam despercebidos no dia a dia editorial.
Erros mais comuns que prejudicam a indexação do periódico
É comum que mesmo periódicos bem avaliados deixem escapar alguns detalhes que fazem toda a diferença no momento da avaliação. A seguir, listamos os erros mais frequentes que observamos no mercado de editoração científica:
Falta de regularidade na publicação
Publicar fora da periodicidade indicada nas diretrizes da revista é uma das falhas mais críticas para os periódicos. Os indexadores analisam a periodicidade em busca de atrasos ou “buracos” de publicação, o que prejudica as chances de indexação.
Mantenha um cronograma de publicações estável e transparente no seu periódico. Lembre-se que, se precisar ajustar a periodicidade, deve fazer isso de forma planejada e divulgar as mudanças para os autores, editores e revisores.
Falta de padronização entre os artigos
Mesmo publicando conteúdos científicos de alta qualidade e estudos inéditos, a ausência de padronização na estrutura dos artigos pode comprometer a avaliação técnica do periódico.
Por isso, é essencial investir em revisão técnica e padronização editorial para elevar a qualidade da publicação. Isso comunica profissionalismo e contribui para uma avaliação positiva dos indexadores, além de tornar a revista mais atraente para leitores da área.
Metadados incompletos ou inconsistentes
Esse é um dos aspectos mais críticos para as bases indexadoras. Isso significa que qualquer inconsistência nos dados, como títulos, resumos, palavras-chave, ORCIDs e DOIs, pode comprometer a indexação da revista.
A equipe editorial do periódico deve analisar cuidadosamente os metadados antes da submissão. A marcação XML, por exemplo, precisa estar completa e seguir os padrões exigidos (como o JATS, no caso do SciELO).
Baixa diversidade no corpo editorial e nas autorias
Bases indexadoras, como Scopus e Web of Science, valorizam periódicos com representatividade regional e internacional. Ou seja, quando o conselho editorial e os artigos publicados se concentram majoritariamente em uma mesma instituição ou local, isso pode pesar contra a revista no processo de avaliação.
Ampliar a diversidade geográfica e institucional da revista ajuda a promover diferentes vozes na ciência e atrai mais leitores para o seu periódico. Uma das maneiras de fazer isso é organizando edições temáticas especiais e convidar pesquisadores renomados.
Site desatualizado ou com falhas técnicas
Assim como as revistas devem ser convidativas e de fácil leitura, os sites dos periódicos também precisam ser atualizados, acessíveis e seguros.
Elementos que impactam negativamente a experiência do usuário, como páginas quebradas, problemas de navegação ou até mesmo falhas de segurança, devem ser evitados. Eles podem comprometer a avaliação do periódico, mesmo quando o conteúdo científico é excelente.
Conclusão
Ter uma boa avaliação interna é importante, mas não é o suficiente para alcançar as exigentes bases de indexação científica. Para isso, é preciso olhar com atenção para todos os aspectos da gestão editorial.
Receber um parecer negativo de um indexador pode ser desmotivador para a equipe editorial de um periódico.
Mas esse é o ponto de partida para aprimorar ainda mais a publicação!
A maior parte das recusas vem acompanhada de um parecer técnico que indica os pontos de melhoria. Aproveitar esse feedback de forma estratégica é o que diferencia os periódicos que evoluem daqueles que permanecem estagnados.
Se o seu periódico está enfrentando desafios para se indexar, talvez o que falte seja justamente um olhar técnico externo, que ajude a identificar os pontos de melhoria com objetividade e experiência.
A Editora Cubo é parceira dos periódicos que desejam crescer com qualidade e alcançar as maiores bases de indexação científica.
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